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Escolhendo um framework de portal 
 

No mês passado, abordamos a necessidade de utilizar um framework para desenvolver uma iniciativa de portal. Uma vez estabelecida a necessidade, as empresas se deparam com a difícil tarefa de escolher a melhor ferramenta. Apesar de um grande número de análises por renomados institutos como Gartner e Forrester, as empresas ainda encontram um grande dilema.

Frequentemente CIOs e líderes de projetos nos questionam acerca de qual seria a melhor ferramenta do mercado. A resposta para esta pergunta é típica dos consultores: depende. Neste caso, realmente depende de vários fatores. Existem diversos frameworks excepcionais, com roadmaps de evolução consistentes. Entretanto, é necessário, antes de pensar na ferramenta, pensar nas necessidades. É com esta análise de requisitos que conseguimos apontar uma melhor solução para a demanda específica. Abaixo, alguns fatores que impactam a escolha da ferramenta:

- Necessidades de gestão de conteúdo - As necessidades em gestão de conteúdo variam bastante de projeto para projeto. Alguns necessitam de ferramentas com workflow, vários níveis de aprovação. Outros precisam que os conteúdos sejam apresentados em outros devices, como celulares e pocket PCs.

- Plataforma tecnológica - A plataforma tecnológica padrão da empresa também deve nortear a escolha. Em uma empresa onde o padrão é .NET/SQL, a escolha de uma ferramenta em J2EE/Oracle, por exemplo, pode acarretar em maiores custos de infra-estrutura e manutenção.

- Visão de longo prazo - A escolha da ferramenta deve ter como horizonte de utilização o projeto em questão e a visão de longo prazo. Muitas vezes o projeto pontual, para qual se discute a ferramenta não tem escala para justificar a aquisição de um framework high end. Entretanto, se tivermos em vista as demandas de médio e longo prazo, muitas vezes a melhor escolha é realmente uma ferramenta mais completa e robusta.

- Características pontuais dos projetos - Todos os frameworks possuem pontos fortes. Muitas vezes é preciso considerá-los dentro do contexto dos projetos em análise. Por exemplo, se o foco do projeto for integração, deve-se pensar em um framework com maturidade na estrutura SOA, se o foco for colaboração, deve-se priorizar frameworks com maturidade nestas features, tendo em vista também o roadmap evolutivo.

- Expertise dos parceiros - Muitas vezes apenas as características técnicas da ferramenta são levadas em conta, sem pensar no nível de expertise dos parceiros envolvidos. Este é um fator que vai impactar imensamente o projeto e geralmente é descoberto apenas depois de iniciado. É preciso verificar qual a área de especialidade dos parceiros, quais as opções caso o parceiro não consiga entregar o projeto (tamanho da rede de parceiros) e mercados onde já existem projetos realizados. Enfim, não esquecer que boa parte do projeto será feito como serviço.

Outras características como escalabilidade, performance e desempenho também impactam de acordo com o projeto. A facilidade de uso pelos administradores e usuários finais também pode ser um fator crítico. O ponto mais importante é fazer um levantamento consistente de requisitos necessários e uma discussão interna sobre estas necessidades. Não há como classificar as ferramentas em boas ou ruins. O mercado está repleto de diferentes soluções, basta achar a que melhor se encaixa em suas necessidades. Um consultor experiente pode ser um ótimo aliado neste momento.

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