|
Home > Business
|
|
Blog de Business |
|
|
15/7/2010 17:42Muitas novidades foram apresentadas pela Microsoft no WPC 2010 para o mercado doméstico. A área que atende os consumidores domésticos mostrou uma série de novidades, principalmente envolvendo o Windows Mobile 7, a nuvem pessoal e o Xbox.
Gostamos muito do conceito da nuvem pessoal, onde você pode conectar todos os devices que usam Windows 7. Desta forma pode-se sincronizar todos os devices e gerenciar os arquivos de áudio e vídeo de maneira totalmente online. O Windows Mobile 7 também apresenta várias features muito interessantes. Usa o conceito de Hubs, que é uma forma um pouco diferente dos demais smartphones. Resta saber se a Microsoft conseguirá vencer a luta contra o Android e Iphone.
Sempre repito a mesma frase: nunca subestime a capacidade de execução da Microsoft. Na frente do Xbox, foi apresentado o projeto Kinetic, que promete ser um avanço na forma como interagimos com o videogame. O mais interessante é que ele também pode interagir com vídeos e outras funcionalidades do Xbox. Os comandos de voz também são muito legais. Imagine falar “Xbox, pause!” e o vídeo realmente parar.
Pedro Waengertner Linkedin: http://www.linkedin.com/in/pedrowm Twitter: http://twitter.com/pedrowm
15/7/2010 17:35No WPC 2010, a Microsoft se mostra extremamente focada na priorização da sua oferta de Cloud Computing (BPOS). O recado é: Microsoft is all in. Ou seja, como disse Steve Ballmer: “Estamos apostando nossa empresa na nuvem”. Vem muita novidade por aí, como o Azure Appliance e Windows Intune. Esperamos também, ansiosos, pelo SharePoint 2010 na nuvem.
Hoje a Conectt é um parceiro envolvido nas iniciativas BPOS no Brasil, com experiência em apoiar nossos clientes em fazer a transição para este novo modelo. Nós mesmos já migramos toda nossa estrutura para o BPOS e o feedback é extremamente positivo.
Um dado importante: 70% do clientes que estão indo pra nuvem são clientes Notes!
Porque a nuvem agora? A Microsoft justifica com os seguintes pontos principais: - Nova Economia – O cliente paga pelo que usa, o custo é baixo, mudança de CAPEX para OPEX e acelerador para alcance ao valor ao negócio; - Gerenciamento reduzido – Sem patching ou manutenção, rápido deployment / Go Live; - Redefinindo a Produtividade – A nuvem passa a ser um grande integrador de diferentes serviços e soluções para o cliente
Curiosidade: A Glaxo Smith Kline reduziu em 30% dos seus custos com servidores indo para a nuvem.
Conecttianos Pedro Waengertner e Andrea Santana
14/7/2010 15:32
No WPC 2010, assisti algumas palestras do Gartner falando sobre cenários e me chamou a atenção para algumas tendências relevantes. Há algum tempo temos pregado na Conectt, que as empresas cada vez querem menos projetos gigantes, com vários meses de duração. Os CIOs estão buscando mais simplicidade, projetos onde existam ganhos de curto prazo. Os dados do Gartner comprovam isso: uma tendência a buscar projetos mais simples. Outra coisa que acreditamos completamente é que cada vez mais o foco está indo para o entendimento de negócios e menos para a tecnologia. Ou seja, as empresas de TI devem focar em entender os processos e o negócio de seus clientes e as soluções devem realmente solucionar problemas. O Gartner também confirmou esta tendência. Business Intelligence para todos:
Outra área que estamos investindo fortemente na Conectt, e que foi apresentada com muita ênfase no WPC, é Business Intelligence. A visão da Microsoft é dar poder ao usuário final, de modo que ele consiga obter as informações e análises que quiser através das ferramentas que ele conhece. Ou seja, ao invés de pensar em uma nova aplicação, a idéia é trazer o BI para o Excel e o SharePoint, usando as capacidades do SQL Server. Ferramentas como o PowerPivot trazem capacidades impressionantes para o desktop dos usuários. Estamos trabalhando com a plataforma de BI da Microsoft e cada dia ficamos mais impressionados com as novas capacidades. Um BI rodando em 15 dias? Sim, é possível! (pergunte-me como)
14/7/2010 15:28O Microsoft Worldwide Partner Conference (WPC) é um encontro anual que conecta parceiros de todo o mundo tanto uns com os outros quanto com o pessoal da própria Microsoft. Através de fóruns e palestras ocorre a possibilidade de aprender sobre os últimos programas da Microsoft, estratégias e tecnologias de ponta. Este ano, o WPC acontece de 11 a 15 de julho, em Washington, DC e a Conectt, é claro, não poderia ficar de fora.
A Conectt está no WPC 2010. E não é só a passeio. Queremos saber as novidades, as tendências e os lançamentos que vão agitar o mercado de tecnologia caseiro e corporativo. Nossa caravana foi para trazer muito mais novidades para aplicarmos em nossa visão de como a tecnologia pode ajudar as empresas. Assim, a Conectt, além de ter tido o primeiro case de SharePoint 2010 do Brasil, volta do WPC com muito mais informações e destacando nossa parceria com a Microsoft e nossos clientes.
Não deixe de acompanhar as notícias quentíssimas enviadas pelos conecttianos que estão no evento! Grupo Conectt 24/6/2010 11:33Inovar como?
Pessoas com ideias e objetivos comuns. Na história da humanidade este sempre foi o ponto de partida para a inovação. Agora pense no século XXI, quando elevamos a uma infinita potência esta reunião entre pessoas, hoje proporcionada pela internet e o resultado é a potencialização de quantas ideias podem ser geradas quando centenas de pessoas debatem sobre determinado assunto.
Este brainstorm, assíncrono, disponível para os momentos de epifanía, é o ideal a ser reproduzido quando as empresas procuram inovação, ao permitirem que funcionários, parceiros, clientes (os stakeholders como um todo) exponham suas sensações, ideias, necessidades, críticas e sugestões sobre seus produtos e serviços.
Dois pesos, duas medidas
As redes sociais estão mostrando que esta abertura, que busca inovação, ideias, produtos e novidades pode ser algo positivo e negativo ao mesmo tempo. O ano de 2010 está sendo pródigo em mostrar que a “opinião pública” é sagaz em gerar ideias, mas também em criticar sempre que for ludibriada. Vários casos de promoções que saíram errado por gerarem virais que não atendem as expectativas, demissões por posições nebulosas em relação ao coletivo, são exemplos que mostram a disponibilidade em participar, mas também em criticar. E este espírito alimenta a inovação e precisa ser entendido.
Hoje está claro que a inovação depende muito mais da interação das empresas com as pessoas, em ambientes colaborativos e nas redes sociais, do que dependia antigamente dos cientistas das áreas de P&D, em seus laboratórios caros e que por anos pesquisam novas soluções até encontrar o produto, serviço ou processo ideal. O mercado é tão dinâmico que já não espera mais a perfeição. E os consumidores já não aceitam a impossibilidade de interferir naquilo que estão adquirindo.
A colaboração como teia da inovação
A tecnologia da informação, as redes sociais, as comunidades e ambientes colaborativos e com participação são hoje a arena onde a inovação é mais oxigenada. Mas o desafio para as áreas de inovações e para as empresas e instituições vai além de simplesmente escolher e programar as ferramentas mais adequadas para a troca de informações.
Já é de conhecimento público que a ferramenta não é nada sem as pessoas e precisamos considerar esta dimensão no processo de inovação. É das sinapses humanas que nascem as ideias. E é isso que precisa ser considerado em qualquer ambiente colaborativo. No Grupo Conectt tivemos a oportunidade de criar uma metodologia especifica para criação de ambientes colaborativos, já testado em grandes empresas, e que traz em seu bojo a definição de elementos tecnológicos e também humanos. Ou seja, temos a clareza que a colaboração é um processo humano, cujo fim é a relação entre as pessoas e o meio é a tecnologia e os ambientes sociais. A colaboração é, por assim dizer, a base para a inovação.
Porque as pessoas colaboram?
Em nossa metodologia de colaboração podemos ver que as pessoas participam e colaboram por diferentes motivos. Como motivos diretos, a participação se dá por curiosidade quanto ao objetivo da comunidade, por uma necessidade de realização e de reconhecimento e até por altruísmo mesmo. Como motivos externos, a colaboração se dá por recompensas diretas (este é um grande diferencial no planejamento neste tipo de ambientes), reconhecimento (imagine ter uma ideia sua aceita por todos) e reciprocidade (se este ambiente me aceita, posso conseguir coisas dele também).
De nosso lado, ao planejarmos um ambiente colaborativo devemos considerar fatores importantes como o tempo disponível para participação, a usabilidade do ambiente, simplicidade (foco na solução) e transparência (do ponto de vista da governança e da participação). Por isso, sempre pensamos em ambiente assíncronos, pois as pessoas colabora na medida que podem realizar tal atividade.
Metodologia Arquitetura de Colaboração
Nossa metodologia Arquitetura de Colaboração considera todos estes fatores humanos e tecnológicos. Mas também sabemos que o mundo dos negócios precisa de resultados para garantir a continuidade destes ambientes e de seu business. Por isso consideramos sempre a orientação estratégica (alinhamento do planejamento do ambiente com as necessidades de negócio) e os objetivos traçados. De fato vamos buscar a colaboração para melhorias de processo? De produtos? Para aumentar a participação? Definir métricas passa a ser a forma de mensurar a maturidade destes ambientes e acompanhar sua evolução e a hora de ampliar, migrar ou até criar novas comunidades e ambientes de colaboração.
A inovação é resultado da interação e colaboração humanas, está na hora de proporcionarmos cada vez mais este tipo de interação seja em ambientes digitais, seja em nossa vida. Essa onda já toma as redes sociais e cada vez mais o mundo corporativo entende que é hora de proporcionar a colaboração entre seus funcionários. Para conhecer mais nossa metodologia Arquitetura de Colaboração acesse no site do Grupo Conectt (http://www.conectt.com.br/paginas/ArquiteturadeColaboração.aspx)
21/5/2010 15:48
A nova versão do SharePoint traz melhorias significativas e que muitas vezes representavam fortes customizações em projetos no MOSS 2007. Agora a lógica de montagem é mais fácil, porém o trabalho de planejamento também deve ser mais intenso, estruturando a navegação antes mesmo de passar a especificações e montagens de sites. Para isso, além de entender a lógica da plataforma, é importante o alinhamento estratégico da necessidade de negócio do cliente com os perfis de público diferenciados, garantindo assim que o portal ou site apóie processos corporativos ou a relação com o público externo.
Explorei um pouco a ferramenta, já que a Conectt é a única empresa da América latina que já está certificada para o SharePoint 2010 e vi algumas novidades de navegação do SP 2010, que destaco:
Navegação Estrutural O mais comum, que apela à experiência do usuário. A barra de links superior é um menu de navegação que geralmente fornece links para os sites que estão um nível abaixo do site atual em uma hierarquia de sites.
Por padrão da ferramenta, todos os sites que estão um nível abaixo do site atual são adicionados à barra de links superior, e cada site tem sua barra de links superior exclusiva para navegação.
Um destaque é que o Arquiteto de Informação (AI) pode configurar a barra de links superior para que somente o link da home page seja mostrado e nenhum outro site da hierarquia de sites seja exibido.
Outra forma nativa e que facilita a navegação estrutural é que os AIs podem optar por herdar a barra de links superior do site pai. Esse método permite que os usuários passem de um site a outro, permitindo que a barra de links superior permaneça inalterada em todos os sites do conjunto de sites.
Uma melhoria significativa na configuração da ferramente e que melhorou consideravelmente a customização do menu superior é o fato de que: pode-se vincular páginas da Web vinculando a sites externos especificados (facilita mashups), vincular sites ou páginas especificados que estão em qualquer lugar no próprio portal ou site, lincar páginas em títulos, organizar a ordem dos itens na barra de navegação superior, além de restringir o número máximo de itens a serem mostrados no nível de navegação global.
E ainda é possível customizar mais o menu superior usando o SharePoint Designer 2010 ou o Visual Studio 2010, personalizando a aparência e a funcionalidade do menu superior, por exemplo, modificar o estilo do menu da navegação, selecionando submenus ou especificando quantos níveis da hierarquia do site devem ser exibidos na navegação.
Navegação por Início Rápido Nova funcionalidade, agora nativa. Esta navegação auxiliar destaca o conteúdo importante do site que está sendo navegado (dados de listas e bibliotecas). É template que a área de Início Rápido apareça à esquerda de cada página em um site.
Navegação por árvore A navegação de exibição de árvore exibe o conteúdo do site em uma estrutura hierárquica, formando a página mapa do site.
Navegação por termos (metadados) A navegação por termos exibe metadados aplicados à bibliotecas e aos conteúdos da lista, disponíveis na navegação por árvore> Assim, os usuários filtram a biblioteca ou o conteúdo da lista com base em campos determinados (título, autor).
Links Relacionados Esta funcionalidade de links relacionados servem para adicionar um conjunto de links a uma página de conteúdo, criando uma série de conteúdos relacionados aquele tema. É possível controlar a aparência, a organização e a apresentação dos links, adicionando diretamente à pagina padrão e configurando os links. Quando isto for feito, qualquer página que use a página template exibirá os links, que são configuráveis pelos gerentes das páginas. Sumário Outro recurso, agora nativo, para adicionar conteúdos relacionados, através de títulos e resumos de outros artigos. Altamente configurável pelos gestores do site.
Consulta de Conteúdo Esta funcionalidade nova traz o conteúdo dinâmico mais atual, através da ativação de uma webpart com o mecanismo de busca. Por exemplo, é possível especificar quais sites do conjunto do portal serão consultados, quais listas serão usadas e qual será o nível de permissionamento.
Recursos 2.0 O SharePoint 2010 vem com um monte de recursos da Web 2.0, como tags, nuvem de tags, avaliação de conteúdo, social bookmarking e blogs e wikis reforçada. Mas o que mais destaco de fato é a nuvem de tags, que hoje é um auxiliar de navegação intuitivo, além de vitrinar os conteúdos mais populares do site.
Nuvem de tags facilmente configurável


Blog, agora com um visual novo e mais intuitivo:

O trabalho do Arquiteto de Informação no Plano de navegação do site usando o SharePoint Server 2010
Sobre o planejamento de navegação
O planejamento de navegação é o ponto de partida num projeto de AI para SharePoint, incluindo aqui o planejamento da experiência do usuário que se deseja criar no site e decidir a matriz de permissionamento e gestão (aqui também o AI passa a ter a missão da gestão do conteúdo, uma visão mais integrada no planejamento do ambiente digital). Páginas de sites que são baseados no SharePoint Server 2010 é composto por três elementos: páginas mestras, layouts de páginas e conteúdos da página. Quando você planeja a navegação do novo site, tem de tomar decisões sobre todos estes elementos acima (navegação estrutural, navegação auxiliar, conteúdo relacionado).
Vale a pena explorar o novo SharePoint 2010, ele tem templates muito interessantes (que vai ser outro post deste blog) mas que traz modelos prontos e altamente configuráveis como os sites Meeting Workspace, Centro de Pesquisa, Blog, Inteligência de Negócios (BI com dashboards automáticos), Contacts Database Web, Espaço de Trabalho para Decisões, Centro de Documentação (uma visão de ECM nas bibliotecas), Document Workspace, Enterprise Search Center, Enterprise Wiki, Centro de Pesquisa da FAST, Site do Grupo de Trabalho, Site Microsoft Project (para gerenciamento de projetos), Multipage Meeting Workspace, Personalização do site, Broadcast Center PowerPoint, Projetos de banco de dados da Web, Publishing Portal com Workflow, Centro de Registros, Social Meeting Workspace, Team Site e repositório de processos vinculado ao Visio.
Telas padrão do Centro de registros e página de resultados:

Cada vez mais o trabalho dos Arquitetos de Informação deixa de ser montar caixinhas e fluxos ou wires que se mexem e passa a ser pensar mais em explorar os recursos que plataformas como o SharePoint (e tantas outras) fornecem, agilizando projetos e possibilitando a satisfação do cliente e a experiência do usuário.
Charlley Luz
18/5/2010 15:40
O projeto de memória corporativa é estratégico e deve considerar as técnicas desenvolvidas e aprimoradas para este fim nos últimos anos na área da ciência da informação (aqui no caso inclui digitalização, indexação e tratamento da informação). O processo de preservação da memória não se restringe a coletar fotos antigas e papéis envelhecidos, até sem valor administrativo. O resultado da elaboração da memória empresarial deve ser um conteúdo que terá o tratamento adequado a um de seus maiores patrimônios – a história – e que poderá ser usado para o futuro da organização.
Muito consideram o processo de desenvolvimento de um projeto de memória corporativa como um esforço de comunicação corporativa. De fato é um projeto com retorno a longo prazo e investimento inicial elevado, mas o processo de sistematização da memória empresarial é um dos melhores instrumentos à disposição da comunicação institucional. É neste momento que as pessoas redescobrem valores e experiências quanto à marca, reforçam vínculos presentes, criam empatia com a trajetória da organização e podem refletir sobre as expectativas dos planos futuros, atendendo assim a um dos requisitos básicos da ciência da história e da vida em sociedade.
Um projeto de memória empresarial pode proporcionar um excelente momento para construir a identidade coletiva. Nessa hora é que se vê o poder de comunicação de uma marca e a presença dela nas comunidades e nas cabeças das pessoas.
Em datas comemorativas de peso (50 anos de atuação, 75 anos de fundação, etc) é quando se aproveita para a formação de um sentimento coletivo de posse e de orgulho da empresa nas comunidades. Porém cabe destacar que projetos de memória não são apenas esforço de marketing e de comunicação, mas que ele realmente tem seu papel de resgate, organização e interpretação da história da instituição e de seu papel para o desenvolvimento do país, podemos assim defini-lo como um projeto multidisciplinar de gestão do conhecimento.
Os arquivistas têm um papel muito interessante. Antes de render produtos e ter resultados como exposições e publicações, há um importante trabalho estruturante de organização dessas informações orgânicas. Muitas delas informações únicas, resultado das próprias atividades desenvolvidas pelas corporações. Este trabalho passa por estruturar a Classificação do Acervo, o próprio processo de Avaliação e Descarte, a Temporalidade, o Arranjo Documental e, ainda, relativo às novas tecnologias como indexação, digitalização e disponibilização das informações, presentes num ECM, por exemplo (ECM=Entreprise Content Management).
É uma visão de pedágio mesmo. Antes de qualquer esforço em organizar alguma exposição que torne pública partes das histórias das instituições, estas devem passar pelo processo de tratamento técnico, nestes passos listados acima e que são naturais às atividades dos arquivistas e profissionais da informação.
Lembrando que isso é um elemento de responsabilidade de um estruturado Centro de Documentação e Memória, que por si só é o mais completo produto da memória empresarial e dá suporte a todos os demais produtos e serviços daí decorrentes. Deve ser, por isso, no organograma de uma empresa, ser considerado como um prestador de serviços que dá suporte às demais áreas da empresa.
Lição de casa feita, tudo estruturado, organizado e sob guarda permanente, agora é possível estruturar produtos destes serviços de informação que temos os mais comuns:
Livro – O livro histórico-institucional deve ser uma publicação de boa qualidade gráfica, ricamente ilustrada, contemplando os mais importantes marcos de inflexão da história da organização, e suas inter-relações com o contexto histórico mais amplo, com veracidade e conteúdo.
Internet – No ambiente digital, todas as informações relevantes que descrevem a trajetória da empresa ficam organizadas, permanentemente atualizadas e acessíveis a todos os públicos: colaboradores, stake holders, clientes, governo, entidades associativas e sociedade em geral.
Memória oral – A memória oral tem como focos a coleta e o tratamento de depoimentos que visa a preservação do conhecimento que está na cabeça e na experiência das pessoas.
Relatórios internos – Informações estruturadas podem ter o objetivo de orientar os gestores sobre aspectos particulares da evolução da empresa. Como existem relatórios de circulação restrita, podem trazer informações inclusive confidenciais.
Museu empresarial e exposições – São montados em datas especiais (como aniversários com datas “redondas”), são outros produtos que promovem interface com os públicos interno e externo, especialmente com os formadores de opinião. A ação deve ser concebida a partir de um eixo temático.
Isso estabelecido, é importante destacar que os centro de memória (vinculados aos centros de documentação) são as áreas responsáveis pela aplicação de uma política sistemática de resgate, avaliação, tratamento técnico e divulgação de acervos e, principalmente, pelos serviços de disseminação do conhecimento acumulado pela instituição (é gestão do conhecimento na prática). Ela precisa contar com um espaço físico e infra-estrutura física e humana para garantir não somente sua permanente atualização, mas, principalmente, o apoio que o Centro de Memória passa a dar a todas as áreas da empresa.
Quando a Memória Empresarial passa a fazer parte do organograma da empresa, esta empresa passa a ter um diferencial em relação aos concorrentes, já que se torna mais visível e sólida. Além disso, ela torna disponível, com agilidade, informações pontuais e retrospectivas necessárias à gestão dos negócios.
8/9/2009 10:50
Frequentemente somos chamados por grandes empresas para falar sobre suas necessidades em Portais Corporativos. Não é raro recebermos a encomenda de fazer um portal, ponto. A encomenda pode ter vindo da diretoria, por exemplo, que percebe que outras empresas estão conseguindo obter sucesso com este tipo de plataforma. Geralmente este tipo de encomenda vem na forma de uma enorme RFP (request for proposal – solicitação de proposta), contemplando a escolha de ferramenta, planejamento e execução do projeto. Nestes casos, a primeira coisa que buscamos trabalhar conjuntamente com estes clientes é o que é esperado efetivamente do portal. Afinal de contas, um portal não serve para nada, a menos que tenha por trás um contexto coerente de negócio.
Considerando que praticamente todas as aplicações corporativas devem ser entregues através de portais nos próximos anos, é comum chamarmos qualquer coisa de portal. Quando isso acontece, normalmente temos problemas de entendimento e podemos dar o passo maior do que a perna ou simplesmente gerar projetos que nunca acabam. Antes de pensar no portal, propriamente dito, primeiro precisamos pensar em três eixos principais:
-
Processos – Que processos de negócio existem hoje na companhia e como são gerenciados? Muitas vezes os processos ocorrem de maneira informal, o que pode se configurar em uma enorme oportunidade de ganhos para a empresa. Em outras situações, podemos identificar que os processos mais críticos para o negócio estão devidamente mapeados e suportados por tecnologia (Geralmente o ERP). Entretanto, diversos outros processos podem estar sendo feitos de maneira informal, ou até não existirem. Isto também se configura como um potencial de ganhos para o negócio.
-
Conteúdo – Quando o assunto são os trabalhadores do conhecimento, o conteúdo é a matéria-prima necessária para a execução do trabalho. Algumas empresas já possuem aplicações para guardar e gerenciar documentos. Estas aplicações, em muitos casos, estão restritas a áreas específicas, como qualidade, ou jurídico. Existe, portanto, potencial de ganho na organização de documentos para as demais áreas da empresa. Além disso, existem diferentes formas de se trabalhar com conteúdo. Desde a construção colaborativa até a busca em bases estruturadas ou não estruturadas. Uma das ações importantes para identificação de potenciais ganhos de negócio é mapear as fontes e os consumidores de informação. Geralmente encontramos diversos GAPs, que podem ser atendidos com aplicativos de ECM (Enterprise Content Management).
-
Pessoas – Além das questões óbvias de cultura digital e de compartilhamento, o eixo pessoas também pode nos fornecer insights de geração de valor bastante relevantes. Por exemplo, podemos pensar em aplicativos simples de localização de dados básicos (podendo chegar a skills, as famosas Yellow Pages) dentro da companhia ou em como integrar equipes remotas. Em empresas com grande número de knowledge workers e diversos locais físicos de trabalho (sem falar em home-offices), aplicações que sejam capazes de criar ambientes integrados e colaborativos podem gerar valor considerável.
O mais importante é pensar, antes de encomendar o projeto, no valor que se busca e especialmente onde existe potencial de ganho com estes tipos de aplicações. A boa notícia é que nas corporações de médio e grande portes é possível encontrar centenas de possibilidades de ganhos. Quando se mapeia corretamente, a dificuldade se torna justamente priorizar estas iniciativas, de modo a criar um roadmap de execução coerente.
Para aquelas empresas que estão pensando em uma estratégia Big-bang de portal, preparando RFPs altamente abrangentes, nosso conselho é fazer como Jack, por partes. Considere partir para uma abordagem faseada, onde o primeiro desafio é responder à pergunta: “onde existe potencial de ganho de negócio?”
Pedro Waengertner
25/8/2009 10:33
Há muitos anos – na verdade nos últimos 100 anos – houve grande investimento em administração científica. Pesquisa operacional, processos, produtividade, custos, qualidade. Planejamento estratégico baseado em números e uma visão fortemente analítica, levando àquele enfoque “se você não pode medir, não tem valor”.
A maioria das organizações fez grandes evoluções nesse campo. Sistemas integrados, reengenharias, governança. Ainda assim, essas mesmas organizações tem carências básicas em comunicação corporativa, não conseguem fazer a estratégia chegar nas pessoas “na ponta” e não conseguem manter suas equipes mobilizadas e motivadas. Os itens “soft” como lealdade, paixão e inovação não tem sido bem tratados e poucas empresas conseguiram achar seu caminho na “gestão de conhecimento”.
Estudando essas empresas, alguns pesquisadores começaram a perceber o poder das histórias para enfrentar essas situações. Contar e ouvir histórias é uma característica do ser humano. Mesmo sem um programa de storytelling, quantas vezes não vemos perguntas respondidas com exemplos, com a contação de um “caso”? Há muitos “casos de sucesso” utilizados para espalhar idéias, “estudos de caso” para disseminar conhecimento. Grandes livros de negócios são as histórias de seus autores.
Os pesquisadores estudaram as técnicas de contadores de histórias e as grandes corporações, não apenas por serem aquelas onde há mais recursos disponíveis, mas também por serem as empresas que mais sofrem com as dificuldades em comunicação. Nas pequenas empresas, as histórias circulam com facilidade, do proprietário ao faxineiro. Todos enxergam os desafios e conseguem caminhar lado a lado. Em grandes corporações, muitas vezes resultado de sucessivas fusões, não se pode esperar que todos sequer saibam aonde estão indo. Fatos e experiências de um setor jamais chegam ao resto da empresa.
Foi assim que chegou a hora das histórias no mundo corporativo, poderosas ferramentas para difundir idéias, visões e fazer circular o conhecimento.
Diferentes histórias para diferentes objetivos.
Histórias servem a diferentes fins. Há histórias, como as fábulas de Esopo, que servem para ensinar valores. Há outras que servem para motivar, outras para criar visão. São histórias diferentes, com estruturas diferentes que atendem diferentes objetivos.
Steve Danning (www.stevedanning.com) separa oito diferentes objetivos e padrões de histórias nos ambientes corporativos:
-
Motivar pessoas e implementar novas idéias
-
Criar confiança no autor
-
Criar confiança na sua empresa e fortalecer sua marca
-
Transmitir seus valores
-
Promover a colaboração
-
Transmitir conhecimento
-
Enfrentar rumores e fofocas
-
Criar e difundir sua visão de futuro
Alguns dos objetivos acima são enfrentados através de histórias minimalistas, positivas. Outros através de histórias detalhadas e negativas (em geral as histórias que visam transmitir conhecimento tratam de problemas e soluções). Há histórias sobre o passado (a maioria) mas também sobre o futuro próximo e distante. Há histórias verdadeiras, focadas num momento marcante da vida do contador ou da vida da corporação e histórias fictícias, fábulas, parábolas sobre conceitos e valores. Sátiras e histórias ridículas servem para enfrentar fofocas. Colocar seu time contando histórias sobre o próprio time é uma ótima forma de promover a colaboração no próprio time.
Projetos Envolvendo Storytelling
Diversos tipos de projeto podem se beneficiar dos conhecimentos dos contadores de história. Abaixo, apenas alguns exemplos rápidos:
Projetos de Comunicação corporativa -Comunicação interna dos lideres -Gerenciamento de crises
Projetos de GC - Aquisição de conhecimento de especialistas em fase de aposentadoria -Todos os projetos no item C de Nonaka e Takeushi
Projetos de Colaboração -Mobilização para colaboração
Projetos nas áreas de Processos e Normas -Revisão de processos -Comunidades de pratica
Além de ajudar a criar o tipo correto de história, o especialista vai capacitar os contadores de história no processo de contar a história da melhor forma possível. Entre os serviços possíveis destacam-se:
-
Captação de Histórias – (p.ex. conhecimento de especialistas em vias de se aposentar)
-
Criação de histórias – indicação e detalhamento da história ideal para cada necessidade
-
Metodologia para criação de histórias – fundamentação para projetos maiores de criação de histórias que envolvam um público maior, interno ou externo (por exemplo, a criação de uma metodologia para obtenção de “casos de sucesso” do público usuário de um serviço ou produto).
-
Contação de História – técnica e prática de contação de história, voz, postura, ambiência, tempo etc.
Galileo Gagliardi
Twitter: http://twitter.com/galileogag Linkedin: www.linkedin.com/in/galileogagliardi
2/7/2009 15:03
Com o surgimento do conceito de web 2.0 palavras como inovação e colaboração passaram a fazer parte do vocabulário corporativo. Atualmente é normal vermos em nossa vida pessoal, nós e nossos filhos, amigos e familiares, usufruindo de maneira informal ambientes de redes sociais, blogs, wikis, repositórios de fotos, entre outras facilidades. Mas existe um grande dilema nesta questão: É possível aterrizar estes conceitos colaborativos e emergentes para o mundo corporativo?
Algumas dúvidas surgem em assim que trazemos temas como colaboração e inovação,para pauta:
Como gerar produtividade a partir do uso de ambientes colaborativos ? Como obter resultados ao invés de consumir o tempo dos meus colaboradores? Por qual área começamos? Existe ROI em iniciativas de inovação e colaboração?
Enfim estas e outras tantas perguntas nos assolam quando discutimos estas iniciativas.
Diante disto, vamos abordar duas idéias que fazem uso de colaboração e emergência, mas de fácil implementação e de alto potencial de retorno.
Começamos esta abordagem com uma pergunta relacionada ao lançamento de um produto por uma empresa. Por que a responsabilidade de criação de um novo deve ser apenas da área de marketing, ou de desenvolvimento de novos produtos, ou de pesquisa e desenvolvimento, ou seja lá qual for a governança e o organograma de sua empresa? Será que realmente esta área tem todos os elementos necessários para a criação de um produto/serviço de sucesso? Qual o custo desta área para a captura de todos os pós e contras deste novo produto ou serviço? Qual a visão que o cliente tem em relação aos produtos/serviços similares oferecidos pela empresa ou pelo mercado?
Ok, existem pesquisas que podem levantar estas informações, correto? Sim, mas será que um ambiente colaborativo implementado na empresa – a partir da intranet, extranet ou até mesmo internet – não poderia promover estas informações de forma mais rápida e estruturada. E se neste ambiente fosse possível convocar as pessoas da área relacionamento com clientes, vendas, manutenção, operações, marketing, TI, pós venda... e cada um a partir de um modelo interativo pudesse dar a sua contribuição. Será que estas informações adquiridas a partir desta equipe multidisciplinar não seriam capazes de apontar os riscos e vulnerabilidades deste produto ainda em tempo de concepção, o que reduziria custos de desenvolvimento e de aceitação pelo mercado? Fora isto, será que o tempo de desenvolimento deste produto/serviço não seria reduzido, uma vez que já houve um processo de discussão destes prós e contras? Talvez valha pensar a respeito.
Posso mencionar ainda um segundo cenário relacionado a Programas de Idéias. Qual o tamanho do quadro de funcionários e colaboradores das nossas empresas? Quantos destes não tem idéias de pontos de melhoria dentro da empresa?
Se temos massa critica e qualificada, como podemos coletar de forma estruturada idéias e iniciativas destes colaboradores relacionadas. O dilema aqui é por onde começar? E o que garante que o simples fato de implementar uma iniciativa de banco de idéias os meus colaboradores participarão? E eles participando como estruturar a empresa para priorizar e dar vazão a demanda gerada por estas novas idéias? Como informar a um colaborador que a idéia dele não é boa, afinal este colaborador se expôs propondo uma melhoria?
Pois bem, estas e outras questões podem ser solucionadas a partir de uma definição clara dos objetivos do programa de captação de idéias, de uma estruturação da governança tática e operacional com a definição de papéis e responsabilidades dentro da empresa. O mapeamento da maturidade colaborativa das áreas da empresa também é uma etapa que mitiga os riscos do projeto. Uma forma de promover sempre a emergência, e porpondo que o coletivo traz melhores resultados é a possibilidade de abertura das idéias para uma colaboração mútua onde pares podem colaborar com idéias apresnetadas por outros, pudemos constatar em alguns clientes resultados surpreendentes, uma vez que os colaboradores acabam gerando a evolução de uma idéia não existindo mais um dono, mas “sim vários donos”, com a total sensação de que fazem parte daquela idéia. Com isto, a etapa de levantamento dos riscos e de vulnerabilidades de uma idéia simples pode ser completamente superada a partir do compartilhamento das experiências, competências e habilidades dos diversos colaboradores. Este é um bom exemplo de filtro natural de idéias, onde os próprios colaboradores, a partir de sua colaboração e desenvolvimento das idéias, agem como moderadores naturais do ambiente..
Portanto emergência, colaboração e inovação, podem sim fazer parte do mundo corporativo. Sempre com alguns cuidados:
- Defina objetivos claros e mensuráveis;
- Determine e comunique de forma muito clara todas as regras;
- Associe um incentivo às iniciativas de colaboração – entenda que incentivo muitas vezes pode ser dado com uma simples exposição de funcionário mais colaborativo, ou com a participação de um café da manhã com o diretor. Não pense em incentivo somente como um cruzeiro no caribe com direito a acompanhante;
- De foco ao processo de comunicação, crie canais que proporcionem a recepção de comentários, sugestões ou críticas ao programa;
- Defina, comunique e respeite os prazos. Transparência é a base da emergência
- Garanta que as demandas serão atendidas dentro do prazo estipulado.
Uma dica, comece pequeno e cresça de forma moderada! O sucesso do programa numa área é uma ótima publicidade para a implementação na área seguinte.
Ricardo Destaole Linkedin: http://www.linkedin.com/pub/ricardo-destaole/8/968/467 Twitter: http://twitter.com/rdestaole
1
- 10  |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|